sábado, março 26, 2005

dia setenta e oito : 78 : tinta por uma linha # 03

no capítulo quarto de o velho que lia romances de amor:

[...] a professora, não de todo de acordo com as suas preferências de leitor, permitiu-lhe que levasse o livro, e com ele regressou a el idilio para o ler mil e uma vezes diante da janela, tal como se dispunha agora a fazer com os romances que o dentista lhe trouxera, livros que esperavam insinuantes e horizontais em cima da mesa alta, alheios à desordenada olhadela a um passado em que antónio josé bolívar proaño preferia não pensar, deixando os poços da memória abertos, para os encher com as venturas e os tormentos de amores mais prolongados que o tempo. [...]



[henri rousseau : le rêve : detalhe]

[texto transcrito de luis sepúlveda : el viejo que leía novelas de amor : 1989]

1 comentário:

Jorge Rego disse...

O livro de Luis Spúlveda a que faz referencia é óptimo. O modo como liga as suas imagens aos textos é bastante agradável. Penso que as fotografias em "tiras" resultam muito bem, quando o texto é quem enche a maior parte do espaço do "post".