segunda-feira, setembro 12, 2005

dia cento e setenta e quatro : 174 : rotação oblíqua # 33

quase a propósito da sonoridade disponível na barra lateral:

blue

[nota para a fantástica fender telecaster no final da faixa]

[geometria por fdv]

2 comentários:

Mojo Pin disse...

Posso dizer que é sem dúvida uma grande escolha...um amante de 6 cordas, já somos dois:)Eu tenho apenas uma imitação da Gibson;) Em semi acústica tenho uma Aria que tem um som digno de se ouvir. Particularmente gostei deste post*

pipetobacco disse...

{ ...

"quisera que (eu) fosse um corpo, e não um aeroplano aterrado; por ou com defeito «sim, podia ter sido bem pior, como ter rosto múltiplo...»; por conseguinte gerado sem agremiação; forjado quadrado que fosse cadáver ou busto – quase plano com asas e suporte – revelava-se completo o desejo. e desejo, que fosse, talvez: nascido em despovoado mas voado espírito prisioneiro se fosse querido – a fachada clara, rasgada por poeira flutuante no ar com alento vital; «ter nascido num aeródromo plano e raso (e talvez me iluda mais agora - desmedido e sempre excessivo, mais que destemido, à escuta, preciso (rigoroso) – me engane mais agora nesta (errada e lacónica) interpretação de um sonho, com asas, (motor e trem)) e não ter que criar raízes ou delas depender.» demasiado de perto, quase só em primeiro plano, - olho pela janela do meu apartamento (hangar, se de «um» metal me tratasse, e não corpo fosse liga), ergo a vista tentando ver ou na tentativa de ver o mundo liso, «mais que fácil, mais claro, e de superfície plana», (de olhar oculto, sem arriscar os olhos, vejo o) mundo a que ainda pertenço (nascido; e acordando), desorganizado neste corpo dirigente vou desmantelando o sonho - o aeroplano aterrado (primeiro aquilo que permite o contacto com o solo, depois o impulso) - «e quisera (eu ser; ter) asas em vez de lágrimas ou braços»..."

© ricardo biquinha, in “um quase nada”

... }